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O senso crítico do realismo e o século XXI

Realismo é uma escola literária do final do século XIX. Preocupa-se em refletir a sociedade e suas patologias como num espelho liso. Sem alterações, os autores dessa época são observadores da representação objetiva da realidade. Estão voltados, criticamente, à realidade social desse tempo.

Sobre tempo é preciso capturar o contexto histórico:

 - Belle Época: momento cultural unânime na Europa, com transformações culturais principalmente no modo de pensar e agir do povo da época;
- É preciso considerar aqui as inovações tecnológicas: rádio, fonógrafo, telefone, cinema, etc. Esse adventos são aclamados na primeira parte do livro as Cidade e as Serras, de Eça de Queiroz pelo personagem Jacinto.
- 2º Revolução Industrial, iniciada por volta de 1850. Ascensão de uma burguesia capitalista e urbana que se utiliza dessa nova ciência para prosperar.
(
Aqui é necessário um parênteses (quase uma divagação) para entrelaçar esse modo de viver de final do século XIX para o nosso - o do início do século XXI: Esse modo de viver cheio de luxo e focado no bem-estar (ou prazer pessoal, o hedonismo) são semelhanças daqueles conosco. A ganância, a presunção e a vaidade são VÍCIOS que levam os seres a se empenhar cada vez mais na ostentação do luxo e da falsa sofisticação.
A divagação continua mas é preciso não se alongar. Esse colóquio estendido fica para questões: socioambientais sobretudo da água; sobre a guerra (foi o fim da belle época em 1914, mesmo gozando de uma suposta paz).
).

O fim desse contexto histórico e o DECADENTISMO dos valores da bela época, em inicio do século XX. Essa desilusão é vivida por Jacinto (protagonista de 'A cidade e as serras') quando se muda para viver no campo. Tratando de buscar um equilíbrio entre a vida em meio a tecnologia e a terra.

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Diferença entre Realismo e Naturalismo:

O Naturalismo incorpora o cientificismo da época e o determinismo. O homem é um simples joguete da hereditariedade, das circunstâncias e do meio em que vive.
Já no Realismo, situações de causa e efeito servem para melhor descrever a personalidade e as atitudes das personagens, evidenciando preocupações patológicas. A arte é uma arma de combate e denúncia a tais doenças sociais.

Típico narrador do realismo/naturalismo é em terceira pessoa, consciente e onipresente. O tempo é rigorosamente cronológico e linear.
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Arthur Schopenhauer, Antero de Quental e Proudhon são uns dos inspiradores de Eça:
"Arthur Schopenhauer dizia que a humanidade é cegamente governada pelo desejo e pelo erro, além de estar sempre insatisfeita e ser infeliz, a infelicidade é que leva um homem a explorar outro. Essa exploração proporciona prazeres temporários a fim de disfarçar de si mesmo e da sociedade em que vive a dor que sente, portanto só chegará à felicidade quando não houver mais desejo, ambições e ganâncias."



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